Uma série de Audiências Públicas estão acontecendo em Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas de várias cidades e estados debatendo o Fim da Escala 6×1, com Redução de Jornada, Sem Redução de Salário. As iniciativas têm sido de parlamentares progressistas interessados na discussão do tema e através de lideranças sindicais, que já fazem o debate há tempos. Dessa vez, a iniciativa foi do deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino, do PT de São Paulo.


A audiência aconteceu segunda (30) na ALESP – Assembleia Pública do Estado de SP, com o nome “6×1 Não! Uma nova jornada pela vida e trabalho”. Aqui é possível assistir ao evento na íntegra:


A audiência contou com a presença de representantes sindicais e sociais, lideranças, trabalhadores e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, além de deputados. A CNTA – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação esteve representado pelo presidente Artur Bueno de Camargo.
O capital tem que fazer a reparação histórica com os trabalhadores, já que são eles quem realmente produzem a grande riqueza do país, que estão no chão da fábrica, nos comércios, no campo! A redução da jornada é uma bandeira histórica do movimento sindical, já passou da hora da população abraçar essa causa e exigir sua implementação!”, disse Artur.

Segundo estudos do DIEESE, hoje cerca de 75% dos trabalhadores formais do país trabalham mais de 40 horas semanais em jornadas de seis dias com apenas um dia de folga na semana. As mulheres são as que mais trabalham. A redução da jornada seria um benefício horizontal, para todos, mas ainda mais para camadas que sofrem com a desigualdade social.


O ministro Luiz Marinho enfatizou que para avançar com a pauta é necessária a mobilização popular, assim como ocorreu com a isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais e a rejeição da PEC da Blindagem.


“A redução da jornada é plenamente possível de ser absorvida em seus impactos (..) Cria-se um processo de melhoria das condições de trabalho. Seja na saúde mental e física, seja na segurança ou mesmo na redução do absenteísmo, o que pode repercutir na redução da rotatividade do mercado de trabalho (…) O que nós estamos propondo, claramente, é a redução para 40 horas semanais, sem redução de salário, com duas folgas na semana”, acrescentou Marinho.


O fim da escala 6×1 é uma das nossas bandeiras. Queremos, junto com vocês, agora no dia 15 de abril, com a Marcha da Classe Trabalhadora, e no 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, fazer a diferença. A partir desta audiência pública, vamos preparar um documento que será enviado ao Congresso dizendo que os trabalhadores paulistas querem a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6×1”, concluiu o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino.